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    Literatura: Leitores & Leitura

    Disciplina:  Metodologia e Pesquisa em Direito
    Professora:  Doutora Márcia Cristina de Souza Alvim
    Mestrando:  Glauco Bernardo
    Resenha: LAJOLO, Marisa, Literatura: Leitores & Leitura. São Paulo, Editora Moderna, 2006.

     


    Fichamento da obra

    Notas sobre o autor:

     
    Marisa Lajolo Mestre e doutora pela Universidade de São Paulo, concluiu seu pós-doutorado na Brown University, nos Estados Unidos. Atualmente, é professora titular de Teoria Literária no Instituto de Estudos Literários da Unicamp e coordenadora do projeto Memória da Leitura. É autora, dentre outros títulos, de Monteiro Lobato, um Brasileiro sob Medida, Literatura, Leitores e Leitura (ed. Moderna), Do Mundo da Leitura para a Leitura do Mundo e Destino em Aberto (Ed. Ática).


      

     


    A OBRA


    A
     Autora busca com sua obra questionar a quantas andam a literatura, afirmando num primeiro momento que ela vai muito bem, obrigado! Mas que mudou de forma, de endereço e até de família. Discutir Literatura não é como discutir sobre aranhas, pois as aranhas serão sempre aranhas! A um tempo que falar sobre literatura e pensar o que vem a ser essencialmente literatura cabe ao julgamento e crivo de cada um. Portanto, o que é? E mais, qual sua forma, se é que literatura tem forma... Então, “para uma coisa ser considerada literatura tem de ser escrita? Tem de ser editada? Tem de ser impressa em livro e vendida ao público?... Será que tudo o que foi publicado em livro é literatura?"

     Não se pode dizer que literatura é o que cada um considera como literatura?

     Será então que tudo o que foi publicado em livro é literatura? Mesmo os romances pornô que nenhum professor manda ler, de que critico nenhum fala, que os jornais e revistas solenemente ignoram?

     A resposta é simples: Tudo isso é, não é e pode ser que seja literatura. Dependo do ponto de vista, do significado que a palavra tem para cada um, da situação na qual se discute o que é literatura.
     
     “O que dizer de Homero, (Séc. IX a.C.), Dante Alighieri (1265-1321), Eça de Queirós (1845-1900) e Guimarães Rosa (1908-1967) escreveram mesmo coisas excelentes. Excelentes e distintas do que escreveram hoje os Titãs, Paulo Coelho, Rodolfo Cavalcante e J. Grisham.
     
     Mas diferente não quer dizer pior.
     Só quer dizer diferente. (p. 10).


     Para que uma obra seja considerada parte integrante da tradição literária da uma dada comunidade ou tradição cultural, é necessário que ela tenha o endosso dos canais competentes aos quais compete a literarização de certos textos, isto é, a proclamação de um texto como literatura ou não-literatura.

     São poucos, ou muitos, mais sempre os mesmos que, como ensina a música de Caetano Veloso, NARCISO ACHA FEIO O QUE NÃO É ESPELHO. Exemplo, a ABL.

     Desmistificação dos Clássicos:

     Classicismo – para indicar também um juízo de valor. Tem como significado algo excelente, de boa qualidade.
     
     Clássico – derivado do latim Classis – classe de escola. No tempo em que só mandavam os alunos lerem escritores latinos e gregos, pois leituras recomendadas às classes, às escolas.

     Escola = imbecilidade de muitos para a vaidade dum só (Mário de Andrade).

     Portanto, para entrar nessa discussão é preciso ter ingresso, que nem sempre estão por aí, nem são oferta grátis (falamos de livros, cursos, escolas). Custa também o acesso e de preferência aderir a formulações culturais de classes dominantes.

     Na criação, a ruptura é o momento de vanguarda e, no campo teórico, é o momento do novo paradigma.


     Portanto, a autora traz o significado de literatura:
    Dicionário Aurélio

    literatura
    [Do lat. litteratura.]
    Substantivo feminino.
    1.Arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa ou verso.
    2.O conjunto de trabalhos literários dum país ou duma época.
    3.Os homens de letras:
     A literatura brasileira fez-se representar no colóquio de Lisboa.
    4.A vida literária.
    5.A carreira das letras.
    6.Conjunto de conhecimentos relativos às obras ou aos autores literários:
     estudante de literatura brasileira;
    manual de literatura portuguesa.
    7.Qualquer dos usos estéticos da linguagem:
     literatura oral (q. v.).
    8.Fam. Irrealidade, ficção:
     Sonhador, tudo quanto diz é literatura.
    9.Bibliografia:
     Já é bem extensa a literatura da física nuclear.
    10.Conjunto de escritos de propaganda de um produto industrial.

    Literatura comparada. 1. Estudo comparado de duas ou mais literaturas ou tipos de literatura, com o fim de se lhes verificarem as influências e inter-relações.
    Literatura de cordel. 1. Romanceiro popular nordestino, em grande parte contido em folhetos pobremente impressos e expostos à venda pendurados em cordel, nas feiras e mercados.
    Literatura de ficção. 1. O romance, a novela e o conto. [Tb. se diz apenas ficção. Sin.: ficcionismo.]
    Literatura de vanguarda. 1. A que se caracteriza pela reação contra os moldes literários muito explorados das gerações imediatamente anteriores.
    Literatura oral. 1. O conjunto das lendas e/ou narrativas transmitidas por tradição.
    Literatura popular. 1. A que abrange, sobretudo, a literatura de cordel e a literatura oral; em geral, é anônima e pode conter elementos folclóricos.

    Dicionário Houaiss
    s.f. (1728 cf. RB {Rafael Bluteau, Vocabulario portuguez e latino [...] 8 vol. em fol. (1o e 2o - 1712, 3o e 4o - 1713, 5o - 1716, 6o e 7o - 1720 e 8o – 1721}) e 2 de Suplemento (parte 1 - 1727 e parte 2 - 1728). Coimbra-Lisboa, 1712-1728.) 1 ensino das primeiras letras 2 LIT uso estético da linguagem escrita; arte literária <teoria da l.> <tendências da l.>  3 LIT conjunto de obras literárias de reconhecido valor estético, pertencentes a um país, época, gênero etc. <l. brasileira> <l. medieval> <l. romanesca>  4 p.ana. conjunto das obras científicas, filosóficas etc., sobre um determinado assunto, matéria ou questão; bibliografia <l. marxista> <l. farmacêutica>  5 ofício, trabalho do profissional de letras <a l. nem sempre foi tão bem remunerada>  6 conjunto de escritores, poetas etc. que atuam no mundo das letras, numa determinada sociedade; tertúlia <as presenças de nossa l. em congressos internacionais>  7 disciplina escolar composta de estudos literários <aula de l.> <professor de l.>  8 boletim, folheto, conjunto de instruções etc. que acompanham certos produtos, para orientar o cliente ou o comprador sobre seu emprego 9 pej. palavreado vazio, de caráter inautêntico, artificial ou superficial <acreditava em uma ou duas coisas do que o outro dizia, o mais não passava de l.>  „b l. comparada LIT análise sincrônica ou diacrônica das relações e similaridades entre as literaturas de povos e países diferentes „H l. de cordel LIT 1 literatura popular (esp. contos, novelas e poesias) de impressão barata, exposta à venda em cordéis, esp. em logradouros públicos do Nordeste do Brasil 2 p.met. o livreto contendo poesias, contos etc. dessa literatura ƒ¶ tb. se diz apenas 2cordel „H l. de ficção LIT m.q. ficção ('prosa literária') „H l. de massa LIT literatura de conteúdo facilmente assimilável (p.ex. contos e novelas sentimentais, histórias em quadrinhos, fotonovelas etc.), produzida para o grande público „H l. de vanguarda LIT toda literatura que se contrapõe estética e, por vezes, ideologicamente às tendências literárias vigentes ou às imediatamente anteriores a seu aparecimento „H l. oral LIT conjunto de lendas e histórias populares, ger. bastante antigas, difundidas oralmente e perpetuadas por tradição „H l. popular LIT aquela que nasce fora dos meios literários consagrados e que, pela sua expressão espontânea, criativa, original, acaba por ser cultivada entre aqueles que se interessam por literatura ƒ¶ cf. literatura de cordel e literatura oral „U ETIM lat. litteratúra,ae 'arte de escrever, escritura; alfabeto; gramática; conhecimentos literários, literatura; instrução, saber, ciência; obras literárias', de littera,ae 'letra, caráter de escritura'; ver liter-; f.hist. 1836 litteratura, 1858 literatúra „U SIN/VAR letradura

     

     Conceitua a autora, por outro lado, sem socorrer-se do Aurélio. Literatura vem de litteratura – expressão latina, que por sua vez vem de littera, que quer dizer letra, sinal gráfico que representa por escrito um som da fala.

     Num momento anterior literatura significa o domínio de línguas clássicas. Houve por conseguinte um afastamento  da exigência de formas fixas, mas esse rompimento nem foi total nem definitivo.

     Exemplo da situação – cancioneiros.

     Então, muita gente – aqueles resmungos de sempre – torce o nariz, ao ouvir dizer que emepebê é poesia. Que torçam o nariz que é deles, e cada um faz o que quer com seu próprio nariz... Também a telenovela, irmã caçula da radionovela, faz parte dos excluídos da literatura oficial, bem como a literatura infantil, a fotonovela, a historia em quadrinhos... A literatura, aquela que os resmungões gostam de escrever com letra maiúscula – desconfia de tudo o que não é escrito.

     A palavra traz dimensões de realidade. Exemplo Shazam     
     

     Literatura portanto, como uma situação especial do uso da linguagem que, por meio de diferentes recursos, sugere o arbitrário da significação, a fragilidade da aliança entre o ser e o nome e, no limite, a irredutibilidade e a permeabilidade de cada ser.

     Toda e qualquer palavra, toda e qualquer construção lingüística pode figurar no texto e literarizá-lo.  

     Assim, não é o uso de um ou de outro tipo de linguagem que vai configurar a literatura. A relação que as palavras estabelecem com o contexto, com a situação de leitura, é que caracteriza, em cada situação, um texto como literário ou não-literário.

     Ou a situação do uso.

     A literatura é a porta para variados mundos que nascem das várias leituras que dela se fazem. Os mundos que ela cria não se desfazem na última página do livro, na última frase da canção, na ultima fala da representação nem na última tela do hipertexto. Permanecem no leitor, incorporados como vivência, marcos da história de leitura de cada um.

     É sempre equivocado pedir para a literatura recibo do que ela afirma: Exemplo, Gonçalves Dias:

    Canção do exílio

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá;
    As aves, que aqui gorjeiam,
    Não gorjeiam como lá.
    Nosso céu tem mais estrelas,
    Nossas várzeas têm mais flores,
    Nossos bosques têm mais vida,
    Nossa vida mais amores.
    Em  cismar, sozinho, à noite,
    Mais prazer eu encontro lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.
    Minha terra tem primores,
    Que tais não encontro eu cá;
    Em cismar –sozinho, à noite–
    Mais prazer eu encontro lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.
    Não permita Deus que eu morra,
    Sem que eu volte para lá;
    Sem que disfrute os primores
    Que não encontro por cá;
    Sem qu'inda aviste as palmeiras,
    Onde canta o Sabiá. 
    De Primeiros cantos (1847)

     

     O mundo representado na literatura, por mais simbólico que seja, nasce da experiência que o escritor tem de sua realidade histórico e cultural.
     
     Então, o aqui e agora do escritor não necessariamente será o aqui e agora do leitor.

     Para o grego a história narrava o que realmente tinha acontecido, ficava por conta da literatura o que podia acontecer.

     A criação literária nasce de uma imaginação ancorada na realidade.

     Qualquer seleção é sempre arbitrária e pessoal.

     Na seqüência a autora estuda os momentos históricos da literatura:

     Os gregos deixaram uma herança histórica que influenciou grandes poetas. Ex. Fernando Pessoa (heterônimo Ricardo Reis).

     Literatura era integrada à vida grega.

     Platão – pensador rigoroso, queria expulsar a literatura do convívio social: a poesia era mentirosa – era a imitação, da imitação da imitação...

     Idade Medieval – Tradição oral. Exemplo: Novelas de cavalaria.

     Assim, parte dos gregos, revive a Idade Média em uma novela de cavalaria, atravessa “Barroco”, “Arcadismo”, “Romantismo” e “Realismo” com exemplos canônicos e outros nem tanto. A maior diferença entre a obra original e a re-escrita está no tom em que se trata da atualidade. Em 1982, há ceticismo em afirmações como a de que “não somos um país de leitores” ou de que “a literatura corre o risco de tornar-se (...) descartável”.


     Exemplo atual – Megashows.   (Racionais MC’s e Mano Brown)

     O escritor não precisava preocupar-se em agradar ao público indiferenciado: financiado por alguém rico e geralmente muito poderoso, bastava que ele angariasse as simpatias de seu patrono, o mecenas, que, garantindo-lhe abrigo, comida, vestimenta e proteção, financiava-lhe a aventura literária.

     Romantismo – para fazer a máquina funcionar, o operário precisava ler. Abriram-se escolas. A alfabetização espalhou-se, a difusão da leitura muito o mercado disponível para livros.

     Comparadas com as práticas e concepções clássicas, as práticas literárias românticas democratizaram-se muito. Produções escritas às quais a literatura clássica torcia o nariz ganharam cidadania.

     O maior exemplo de todos é o romance.

     A literatura romântica foi uma festa.

     Prática literária engessada. Liberdade como valor maior.

     O CONCEITO DE LITERATURA COMO TRANSBORDAMENTO DE UMA ALMA PARA OUTRA PARECE DURAR AINDA HOJE.

     Os vários modos de ser da literatura não se limitam a existir apenas no momento em que nascem, nem se segmentam com a nitidez que lhes conferem cursos e livros de literatura.

    Ex.: Geraldo Vandré

    Pra não dizer que não falei das flores:
    Caminhando e cantando e seguindo a canção
    Somos todos iguais braços dados ou não
    Nas escolas nas ruas, campos, construções
    Caminhando e cantando e seguindo a canção

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

    Pelos campos há fome em grandes plantações
    Pelas ruas marchando indecisos cordões
    Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
    E acreditam nas flores vencendo o canhão

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    Há soldados armados, amados ou não
    Quase todos perdidos de armas na mão
    Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
    De morrer pela pátria e viver sem razão

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    Nas escolas, nas ruas, campos, construções
    Somos todos soldados, armados ou não
    Caminhando e cantando e seguindo a canção
    Somos todos iguais braços dados ou não
    Os amores na mente, as flores no chão
    A certeza na frente, a história na mão
    Caminhando e cantando e seguindo a canção
    Aprendendo e ensinando uma nova lição

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

    Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.


      Estilos literários são linguagens vivas e mutantes.

     Romantismo – fazer o leitor participar do texto.

     Na seqüência o realismo

     O que chama literatura realista propõe, então, como reação ao Romantismo é um novo conceito de realidade. Só é real o que é representado pela linguagem da ciência, o que foi testado em laboratório.

     Na seqüência de personagens emoção-e-sentimento, seguem-se personagens-instintos, personagens classes-sociais.

     Parnasianismo e simbolismo – pós e anti-romantismo. Soneto – estrutura poética fixa de quatorze versos.

     Naturalismo.Atmosfera sensorial e histórica.


     Século XX – Escritor como profissão. CBO atualizada desde então:
    2615 :: Profissionais da escrita
     


     

      2615-05 -    Autor-roteirista - Adaptador de obras para teatro, cinema e televisão , Argumentista-roteirista de história em quadrinhos , Autor-roteirista de cinema , Autor-roteirista de rádio , Autor-roteirista de teatro , Autor-roteirista de televisão , Autor-roteirista multimídia , Dramaturgista
      2615-10 -    Crítico - Crítico de artes plásticas , Crítico de cinema , Crítico de dança , Crítico de jornal (ombudsman) , Crítico de música , Crítico de rádio , Crítico de teatro , Crítico de televisão , Crítico literário
      2615-15 -    Escritor de ficção - Autor de ficção , Contista , Cronista de ficção , Dramaturgo , Ensaísta de ficção , Escritor de cordel , Escritor de folhetim , Escritor de histórias em quadrinhos , Escritor de novela de rádio , Escritor de novela de televisão , Escritor de obras educativas de ficção , Fabulista , Folclorista de ficção , Letrista (música) , Libretista , Memorialista de ficção , Novelista (escritor) , Prosador , Romancista
      2615-20 -    Escritor de não ficção - Biógrafo , Cronista de não ficção , Enciclopedista , Ensaísta de não ficção , Escritor de obra didática , Escritor de obras científicas , Escritor de obras educativas de não ficção , Escritor de obras técnicas , Folclorista de não ficção , Memorialista de não-ficção
      2615-25 -    Poeta - Letrista , Trovador
      2615-30 -    Redator de textos técnicos - Glossarista , Redator de anais , Redator de jornal , Redator de manuais técnicos , Redator de textos científicos , Redator de textos comerciais
     


    Descrição sumária
     

    Escrevem textos literários para publicação, representação e outras formas de veiculação e para tanto criam projetos líterários, pesquisando temas, elaborando esquemas preliminares. Podem buscar publicação ou encenação da obra literária bem como sua divulgação.

     

     

    Famílias afins
     

      2614 -  FILÓLOGOS, INTÉRPRETES E TRADUTORES


      2616 -  EDITORES

     

    In http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=2615-15 Acesso em 09 de novembro de 2007.

     O século XX continua cheio de pres, de pós e de ismos... Como sabe quem freqüenta cursos e livros sobre literatura, o século XX começa com o pré-modernismo e termina, só Deus sabe como, com o pós-modernismo que também inicia no século XXI.

     Literatura de mulheres, negros e homossexuais sempre existiu. Hoje em dia: “Tem de tudo, sim senhor! E tudo é literatura!”

     Resmungões – identificar a literatura exclusivamente com livros.

     Fernando Pessoa – livros “papeis pintados com tinta”


     A abundante produção contemporânea está distante dos prognósticos mais pessimistas. Globalização, tecnologia, técnicas de reprodução, novos suportes, novas mídias, tudo favorece a multiplicação do texto.

     Os conceitos de metalinguagem e intertextualidade são revisados e aproximados da noção de hipertexto, aos freqüentadores do universo virtual.

     Intertextualidade: Houaiss

    /ês/ s.f. LIT superposição de um texto literário a outro 1 influência de um texto sobre outro que o toma como modelo ou ponto de partida, e que gera a atualização do texto citado <Mensagem, de Fernando Pessoa, apresenta i. com a épica camoniana>  2 utilização de uma multiplicidade de textos ou de partes de textos preexistentes de um ou mais autores, de que resulta a elaboração de um novo texto literário 3 em determinado texto de um autor, utilização de referências ou partes de obras anteriores deste mesmo autor „U ETIM intertextual + -i- + -dade; ver text-


    Hipertexto
    s.m. (sXX) 1 EDIT apresentação de informações escritas, organizada de tal maneira que o leitor tem liberdade de escolher vários caminhos, a partir de seqüências associativas possíveis entre blocos vinculados por remissões, sem estar preso a um encadeamento linear único 2 EDIT INF forma de apresentação de informações em um monitor de vídeo, na qual algum elemento (palavra, expressão ou imagem) é destacado e, quando acionado (ger. mediante um clique de mouse), provoca a exibição de um novo hipertexto com informações relativas ao referido elemento; hipermídia ƒ¶ cf. hiperdocumento e hipermídia „U ETIM hiper- + texto; ver text-

     

     

     

     

     

    História da Literatura  
    História da Literatura, Escolas Literárias, Principais poetas de todos os tempos,
    principais obras literárias, livros de sucesso, contos, fábulas e best-sellers.
     
    Séculos VIII a.C. a II a.C.
    As primeiras obras da História que se tem informação são os dois poemas atribuídos a Homero : Ilíada e Odisséia. Os dois poemas narram as aventuras do herói Ulisses e a Guerra de Tróia.  Na Grécia Antiga os principais poetas foram: Píndaro, Safo e Anacreonte. Esopo fica conhecido por suas fábulas e Heródoto, o primeiro historiador, por ter escrito a história da Grécia em seu tempo e dos países que visitou, entre eles o Egito Antigo.
     
    Séculos I a.C. a II d.C. : A literatura na História de Roma Antiga
    Vários estilos que se praticam até hoje, como a sátira, são originários da civilização romana. Entre os escritores romanos do século I a.C. podemos destacar: Lucrécio (A Natureza das Coisas); Catulo e Cícero. Na época de 44 a.C. a 18 d.C., durante o império de Augusto, corresponde uma intensa produção tanto em poesia lírica, com Horácio e Ovídio, quanto em poesia épica, com Virgílio autor de Eneida. A partir do ano 18, tem início o declínio da História do Império Romano, com as invasões germânicas. Neste período destacam-se os poetas Sêneca, Petrônio e Apuleio. 

    Séculos III a X
    Após a invasão dos bárbaros germânicos, a Europa se isola, forma-se o feudalismo e a Igreja Católica começa a controlar a produção cultural. A língua (latim) e a civilização latina são preservadas pelos monges nos mosteiros.A partir do século X começam a surgir poemas, principalmente narrando guerras e fatos de heroísmo.

    Século XI : As Canções de Gesta e as Lendas Arturianas

    É a época das Canções de Gesta, narrativas anônimas, de tradição oral, que contam aventuras de guerra vividas nos séculos VIII e IX , o período do Império Carolíngio. A mais conhecida é a Chanson de Roland ( Canção de Rolando ) surgida em 1100. Quanto à prosa desenvolvida na Idade Média, destacam-se as novelas de cavalaria, como as que contam as aventuras em busca do Santo Graal (Cálice Sagrado) e as lendas do rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda.

    Séculos XII a XIV : O trovadorismo e as cantigas de escárnio e maldizer
    É o período histórico do trovadorismo e das poesias líricas palacianas. O amor impossível e platônico transforma o trovador num vassalo da mulher amada, exemplo do amor cortês. Neste período, também foi comum o poema satírico, representado pelas cantigas de escárnio (crítica indireta) e de maldizer (crítica direta). 

    Séculos XIV a XV : Humanismo
    O homem passa a ser mais valorizado com o início do humanismo renascentista. A literatura mantém características religiosas, mas nela já se podem ver características que  serão desenvolvidas no Renascimento, como a retomada de ideais da cultura greco-romana. Na Itália, podemos destacar: Dante Alighieri autor da Divina Comédia, Giovanni Bocaccio e Francesco Petrarca. Em Portugal, destaca-se o teatro do poeta de Gil Vicente autor de A Farsa de Inês Pereira.
    Século XVI : O classicismo na História
    O classicismo tem como elemento principal o resgate de formas e valores da cultura clássica, ou seja greco-romana. O mais importante poeta deste período histórico foi  Luís de Camões que escreveu Os Lusíadas, narrando as aventuras marítimas da época dos descobrimentos. Destacam-se também os franceses François Rabelais e Michel de Montaigne. Na Inglaterra, o poeta de maior sucesso foi William Shakespeare se destaca na poesia lírica e no teatro. Na Espanha, Miguel de Cervantes faz uma sátira bem humorada das novelas de cavalaria e cria o personagem Dom Quixote e seu escudeiro, Sancho Pança, na famosa obra Dom Quixote de La Mancha. 
    Século XVII
    As idéias da Contra-Reforma marcaram profundamente esta época, principalmente nos países de tradição católica mais forte como, por exemplo, Espanha, Itália e Portugal.  Na França, a oratória sacra é representada por Jacques Bossuet que defendia a origem divina dos reis. Na Espanha, destacam-se os poetas Luís de Gôngora e Francisco de Quevedo. Na Inglaterra, marca significativamente a poesia de John Donne e John Milton  autor de O Paraíso Perdido.
    Século XVIII: O Neoclassismo
    Época da valorização da razão e da ciência para se chegar ao conhecimento humano. Os filósofos iluministas fizeram duras críticas ao absolutismo. Na França, podemos citar os filósofos Montesquieu, Voltaire, Denis Diderot e D'Alembert, os organizadores da Enciclopédia, e Jean-Jacques Rousseau . Na Inglaterra, os poetas Alexander Pope, John Dryden, William Blake. Na prosa pode-se observar o pleno crescimento do romance.
    Obras e autores deste período da História:  Daniel Defoe autor de Robinson Crusoe;  Jonathan Swift (As Viagens de Gulliver ); Samuel Richardson ( Pamela ); Henry Fielding ( Tom Jones );  Laurence Sterne ( Tristram Shandy ). Nessa época, os contos de As Mil e Uma Noites aparecem na Europa em suas primeiras traduções.

    Século XIX (primeira metade) : O Romantismo
    No Romantismo há uma valorização da liberdade de criação. A fantasia e o sentimento são muito valorizados, o que permite o surgimento de obras de grande subjetivismo. Há também valorização dos aspectos ligados ao nacionalismo.
    Poetas principais desta época:  Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Giacomo Leopardi, James Fenimore Cooper,  Edgard Allan Poe.

    Século XIX (segunda metade) : O Realismo
    Movimento que mostra de forma crítica a realidade do mundo capitalista e suas contradições. O ser humano é retratado em suas qualidades e defeitos, muitas vezes vitimas de um sistema difícil de vencer.
    Principais representantes:  Gustave Flaubert autor de  Madame Bovary, Charles Dickens (Oliver Twist ), Charlotte Brontë (Jane Eyre), Emily Brontë (O Morro dos Ventos Uivantes), Fiodor Dostoievski, Leon Tolstoi, Eça de Queiroz, Cesário Verde, Antero de Quental e Émile Zola, Eugênio de Castro, Camilo Pessanha, Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire.
    Décadas de 1910 a 1930 : fugindo do tradicional
    Os escritores deste momento da História vão negar e evitar as tipos formais e tradicionais. É uma época de revolução e busca de novos caminhos e novos formatos literários.
    Principais escritores deste período:  Ernest Hemingway, Gertrude Stein, William Faulkner. S. Eliot, Virginia Woolf , James Joyce, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Cesar Vallejo, Pablo Neruda,  Franz Kafka,  Marcel Proust, Vladimir Maiakovski.
    Década 1940 : a fase pessimista
    O pessimismo e o medo gerados pela Segunda Guerra Mundial vai influenciar este período. O existencialismo de Jean-Paul Sartre , Simone de Beauvoir e Albert Camus vão influenciar os autores desta época. Na Inglaterra, George Orwell faz uma amarga e triste profecia do futuro na obra 1984.

    Década de 1950: crítica ao consumismo
    As obras desta época da História criticam os valores tradicionais e o consumismo exagerado imposto pelo capitalismo, principalmente norte-americano. O poeta Allen Ginsberg e o romancista Jack Kerouac são seus principais representantes. Henry Miller choca a crítica com sua apologia da liberdade sexual na obra Sexus, Plexus, Nexus. Na Rússia,  Vladimir Nabokov faz sucesso com o romance Lolita.

    Décadas de 1960 e 1970

     Surge o realismo fantástico, como na ficção dos argentinos Jorge Luis Borges e Julio Cortázar . Na obra do colombiano Gabriel García Márquez , Cem Anos de Solidão, se misturam o realismo fantástico e o romance de caráter épico. São épicos também alguns dos livros da chilena Isabel Allende autora de A Casa do Espíritos. No Peru, Mario Vargas Llosa é o romancista que ganha prestígio internacional. No México destacam-se Juan Rulfo e Carlos Fuentes, no romance, e Octavio Paz, na poesia.
    A literatura muda o foco do interesse pelas relações entre o homem e o mundo para uma crítica da natureza da própria ficção. Um dos mais importantes escritores a incorporar essa nova concepção é o italiano Ítalo Calvino. In http://www.suapesquisa.com/literatura/ Acesso em 09 de novembro de 2007.

     

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